Este blog é um esforço civilizatório pelo bom gosto.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

The way Wall Street looks tonight


O filme Wall Street (1987) abre sua cena inicial com uma aérea de Nova Iorque e a música do Sinatra que transcrevo aqui. A combinação é perfeita, pena que o filme deixe tanto a desejar e não passe de um bobo clichê.





Someday
When I'm awfully low
When the world is cold
I will feel a glow just thinking of you
And the way you look tonight

Yes you're lovely
With your smile so warm
And your cheeks so soft
There is nothing for me but to love you
And the way you look tonight

With each word your tenderness grows
Tearing my fear apart
And that laugh
Wrinkles your nose
Touches my foolish heart

Lovely
Never ever change
Keep that breathless charm
Won't you please arrange it
Cause I love you
Just the way you look tonight

And that laugh
That wrinkles your nose
It touches my foolish heart

Lovely
Don't you ever change
Keep that breathless charm
Won't you please arrange it
Cause I love you
Just the way you look tonight

Hmm...
Hmm...
Just the way you look tonight

sábado, 2 de outubro de 2010

NOSSO VOTO!


Eleição também é classe!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Harmonização

Após longo jejum no blog, me proponho a elencar sugestões de harmonização.

Antes da primeira tentativa, contudo, convém delinear a proposta. Harmonizar significa conciliar, colocar de acordo duas ou mais coisas. Ou, ainda, combinar, conjugar. Ou, por fim, equilibrar, simetrizar.

Todos já ouviram falar da essencial arte de harmonizar vinhos e comidas. Trata-se de ‘arte’, segundo vejo, porque a harmonização varia com o paladar e o olfato de cada um, de modo que não se aprende a harmonizar vinhos (ou outras bebidas) e comidas; mas tenta-se, equivoca-se, acerta-se e, com o tempo, a tendência é acertar cada vez mais. E é ‘essencial’, porque vinho e comida em desarmonia tornam-se ou um desprazer ou, no mínino, um desperdício de tempo e dinheiro.

Minha proposta não é sugerir combinações entre esta casta e aquele prato, mas algo mais ambicioso. Tentarei inventar, com base em experiências sensoriais de finais de semana, um todo harmonizado. Mantendo-me em níveis mais gerais, a fim de evitar propostas demasiado enfadonhas, indicarei momento, ambientação, música, vinho e, talvez, alguma comida. Espero, após esse exercício, poder, eventualmente acertar alguma combinação.


Tentativa n° 1 de harmonização:

Visita a uma casa de amigos, informal, sem motivação aparente além da vontade de estar lá. Parece-me que em um clima de descontração, pessoas conversando sentadas em puffs ou mesmo no tapete, em uma noite levemente fria, combina com um vinho tinto leve e de fácil paladar, i.e, agradável sem ser muito complexo. Uma excelente sugestão é o Woodbrigde, de Robert Mondavi, um cabernet sauvignon que tive o prazer de conhecer com os outros Chatêaux. Como música de fundo, baixa para não competir com o tom de voz das pessoas, indico, entre centenas de outras possibilidades, a sinfonia n° 1 de Haydn, a qual me parece ter as mesmas características do cabernet sauvignon do Mondavi.

Não tive, ainda, oportunidade de testar essa combinação. Alguém se habilita?

domingo, 15 de agosto de 2010

Sobre o dandismo: Tom Wolfe

Tom Wolfe nasceu em Richmond, Virginia. Tom Wolfe foi criado em uma família presbiteriana.
Tom Wolfe é filho de pais cultos e ricos, um bocado ricos.

Tom Wolfe é um WASP, um bom WASP.








Thomas Kennerly Wolfe Jr. nasceu em 02 de março de 1931. Ficou conhecido por ter encabeçado o movimento do New Journalism nos anos 1960 e 1970. Crítico afiado do falso-moralismo que permeia sua sociedade, Wolfe não poupa os hipócritas à direita e esquerda. Em obras como Escândalo no Forte Bragg ele expôs o ridículo dos brucutus brancos do sul e, ao mesmo tempo, deu entrevista ao New York Times defendendo o voto no Presidente George W. Bush e apontando o dedo nas hipocrisias e patrulhamento da intelectualidade Democrata.


Mas não vamos tratar aqui das habilidades intelectuais do nosso vencedor do American Book Award. Falemos de algo mais. Falemos de dandismo.
Curioso saber que o ícone do dandismo aderiu ao terno branco como que por um acidente. Em 1962 ele havia comprado o terno p/ utilizá-lo no verão. O que ocorreu foi que o material era tão pesado que acabou sendo obrigado a usá-lo durante o inverno. A iniciativa gerou um falatório tão grande que o autor decidiu aderir ao novo estilo. Daí tiramos uma lição: um dândi não pode sê-lo sem querer fazer o óbvio: chamar atenção.


Tem gente que crê que qualquer coisa que não seja discreta é deselegante, em especial quando falamos de homens. Acho limitado demais, medíocre demais.
Se a inteligência de Wolfe não é discreta, mas apurada ao ponto de ser luminosa, por qual razão suas roupas deveriam seguir destino diferente?


Afinal, você não precisa ser uma personagem de Fogueira das Vaidades para ter seu bom senso estético.


sábado, 31 de julho de 2010

Sobre o dandismo - Parte I





One who studies ostentatiously to dress fashionably and elegantly; a fop, an exquisite."

Eis a definição disponível no Oxford English Dictionary para "dândi". Essa figura, que se veste com esmero apuradíssimo, costuma ter hobbies de origem aristocrática, linguagem e modos refinados e pratica o que podemos chamar de culto aoSelf.

O dandismo tem origem na Europa do fim do século XVIII e início do XIX. A postura de um dândi sempre gerou controvérsia a respeito do significado de sê-lo. Afinal, seria apenas uma manifestação rasa de um espírito esnobe ou mais uma manifestação cultural com algum valor além de puro materialismo?



A definição de Baudelaire parece-me a mais justa (perfeita, para ser bem claro):

"Dandyism in certain respects comes close to spirituality and to stoicism" e "These beings have no other status, but that of cultivating the idea of beauty in their own persons, of satisfying their passions, of feeling and thinking .... Contrary to what many thoughtless people seem to believe, dandyism is not even an excessive delight in clothes and material elegance.For the perfect dandy, these things are no more than the symbol of the aristocratic superiority of his mind."


As vestimentas devem ser a manifestação do nosso estado de espírito. Baudelaire estava muito certo e vou tratar um pouco melhor disso no próximo post: Sobre o Dandismo - Tom Wolfe.




domingo, 25 de julho de 2010

Tudo Pode Dar Certo


O conto é a menor das narrativas. É breve e simples. Não há espaço e tempo para sutilezas. Pequenos detalhes cotidianos tornam-se protagonistas da ficção, num enredo que condensa e economiza meios narrativos para ser objetivo e direto ao máximo. Woddy Allen, no seu mais recente filme, Tudo pode dar certo (2009), segue à risca a estratégia dos contistas e talvez por isso tenha sido tão criticado pela mídia. Allen abusa dos estereótipos, apela para exageros e para ironias óbvias. Seu filme é como vários contos reunidos em uma grande narrativa que busca resumir em somente uma história o panorama social dos Estados Unidos atual. Talvez este tenha sido o erro de Allen. Os contos são ótimos para narrar pequenos retratos cotidianos que em sua singularidade representam um contexto geral, no entanto Allen quis falar muita coisa em apenas um filme usando a objetividade dos contos. A receita não deu tão certo.

O filme narra a história do sessentão novayorquino Boris Yellnikoff (Larry David) um físico divorciado e frustrado com a vida que se acha consciente da mediocridade do ser humano e por isso tenta se matar para não viver num mundo tão pequeno para sua genialidade. A postura niilista de Boris vai contrastar com a ingenuidade de seu improvável par romântico, a caipira Melody St. Anne Celestine (Evan Rachel Wood), algumas dezenas de anos mais nova. Melody fugiu de sua casa no Mississipi porque não aguentava mais viver numa família protestante e conservadora e acaba sendo albergada por Boris, com o qual acaba casando. Os pais de Melody vão atrás da filha e seu convervadorismo entra em choque com o liberalismo moral de Nova York, o que resulta em ótimas cenas de comédia.

Tudo pode dar certo não é um dos melhores filmes do diretor, mas vale a pena assistí-lo. Suas críticas sociais são super engraçadas e os diálogos fazem jus à genialidade de Allen. Larry David não tem uma atuação muito complexa já que causa apenas reações previsíveis nos espectadores, o que nos leva a sentir falta do próprio Woddy Allen fazendo o seu papel. O destaque é a atuação de Evan Rachel Wood. A atriz mostrou-se uma ótima comediante após se destacar em dramas como O Lutador (2008) e Aos Treze (2003).

sábado, 15 de maio de 2010

Moda - Ralph Lauren

RL Spring-Summer 2010
www.ralphlauren.com
Black Label
http://www.ralphlauren.com/shop/index.jsp?categoryId=2871712
Purple Label



Mas fica a pergunta: gravata com bermuda?