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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Alice ou Villa

Semana passada foi o final do festival Restaurant Week. Eu e minha companheira de jantares fomos a dois restaurantes para avaliar as refeições e os lugares.

No início da semana fomos à balada e francofônica Alice Brasserie. Ouvi opiniões contrárias, mas o fato é que gostei muito do menu. De entrada, crepe de espinafre com picadinho de filé, molho gorgonzola e tomate concassé. Serviu para abrir o apetite e aumentar a expectativa pelo prato principal.

Infelizmente, o serviço é muito, muito precário no restaurante. Faltam garçons. Falta coordenação entre os garçons. Quem perde é o cliente que fica sentado sem ser atendido e a casa, que não consegue fazer entrar a enorme fila de espera que se forma do lado de fora. Não esperei por mesa, mas somente porque cheguei bem cedo (antes das 20h); antes das 21h a casa estava lotada, sob verdadeiro caos de atendimento. Eu tinha que pedir várias vezes para os garçons servirem nossos copos vazios de vinho e trocar nossos pratos. Num dado momento, a própria Alice saiu da cozinha, zizagueando pelo restaurante procurando a mesa que deveria servir um prato de salada. Um caos.

Finalmente chegou o prato principal. Frango marroquino. Delicioso. Passei as férias de janeiro no Marrocos e, para mim, o prato lembrou algumas refeições nas tradicionais taginas daquele país. Um bom tempo depois, veio a sobremesa. Minha amiga pediu bolo de chocolate e eu manjar branco com calda de caramelo. O bolo estava bom, porém singelo, algo indigno dos pratos anteriores. O manjar combinou bem com a comida e com o lugar e fechou a noite de forma gostosa, simples e elegante.

Pedimos um vinho branco argentino, um viognier, 2008, da Humberto Canale. Vinho muito rico em aromas, mas um tanto fraco no paladar. Não combinou com o jantar, principalmente com o frango marroquino que, rico em temperos, eclipsou a bebida.

O francofonismo do restaurante me pareceu algo brega. Bem para dar um toque barato de sofisticação agradável aos novos-ricos de Brasília.



No último dia do festival, fomos jantar no Villa Borghese. A casa procura passar um ar de luxo e de exclusividade, para o qual concorre as inúmeras fotos penduradas nas paredes com celebridades que comeram no lugar. O restaurante estava quase vazio quando chegamos e recebemos pronto atendimento, o que contrastou sobremaneira com o serviço do Alice. A comida foi muito bem preparada e estava deliciosa. A entrada foi cuscus marroquino – para não perder o gosto – com filet mignon, e o prato principal, arroz em molho de tomate com camarões. Infelizmente, os camarões estavam muito pouco frescos, mas não o suficiente para desanimar o cliente. Como sobremesa, delícia de limão. Valeu a pena.

Não tomamos nada que mereça comentários.


(…) Acabou o RW e começo a pagar o cheque especial. Mas jamais me submeterei ao RU.